11 de out. de 2010

E então o medo e a falta de palavras foram embora, permanecendo a vontade e o desconhecido roteiro. O coração pela a boca não parece assustar mais, o frio na barriga parece ser causado apenas pela a chuva gelada atrás do vidro da janela. Mas isso significa o que? Que está cheio de sentimentos mistos? Ou que apenas o vazio ocupa esse espaço dedicado ao sentir? Se até mesmo a chuva, quando se cansa de nos observar lá de cima, resolve, então, nos ver de perto e humidecer tudo o que toca. Até mesmo ela tem um motivo para fazer o que faz.
E então aparecem as palavras, que tenta se equilibrar com o cair de cada gota, como se cada uma fosse uma letra, formando palavras ao tocar o chão, música ou apenas versos sem sentido, aquecendo o frio e tornando confortável o que antes era apenas um vidro embaçado.

T.

5 de jun. de 2010



Vamos atualizar um pouco as coisas?


Sim, vamos!

30 de mar. de 2010

Last night.

Faz-se luz. De um olhar? Enxergando o que? Só vestígios. De quem? Vestígios de que de quem? Me falaram que era uma rosa que morreu, sobrou o olhar de quem contemplava. Por que esse olhar brilha? Vai ver era de amor. ou falta de lugar pra olhar.
Fez-se escuridão. Cadê o olhar? Me falaram que foi procurar outra rosa. Me disseram que morreu com a flor. Eu já acho que não brilha mais por nada. Sumiu? Sumiu.
Fez-se luz. Que luz é essa? É do mesmo olhar? Não, é diferente. É sim, mas agora tá mudada. tá caindo. Uma nascente de luz. /Olhar, por quê estás a jorrar luz?// Pra trazer a rosa de volta, pra eu ter um motivo pra brilhar.